domingo, 15 de maio de 2011

Recuerdos

Hace mucho que no la veo,
Hace mucho que ya no lo sé.
Creo que estás donde vive,
Creo que vive donde la dejé.
No sé como camino
Y tampoco sé lo que siento.
Sólo sé que estoy vivo
Y que de la vida no quiero nada:
Solo mi destino.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Momento Caio Fernando Abreu

"... dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Uma solidão de artista e um ar sensato de cientista… tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna."

terça-feira, 5 de abril de 2011

Hora de Fazer Barulho

Há poucos dias rolou um bafafá generalizado por causa das respostas que o Ilmo. Sr. Deputado Bolsonaro deu no programa CQC. Eu assisti. Devo confessar que a principio tive raiva. Muita raiva. Como alguém pode pensar, ou pior, dizer coisas daquele tipo sobre outro ser humano? Meu segundo pensamento foi: Como alguém vota em um ser desses? Mas pra essa pergunta tenho uma resposta pronta, boa e vagabunda: vivemos numa DEMOCRACIA. Sempre rio quando ouço essa palavra. Não acredito na democracia. Essa coisa toda reacendeu uma coisa minha que sempre tive e nunca soube explicar: meu espírito revolucionário. Adoro questionar e criticar. Acho que tem a ver com o signo, mas isso não importa. Voltando ao que interessa...então...esse meu espírito revolucionário me fez voltar a pensar em coisas que por já estarem presentes na minha vida deixei meio de lado, como por exemplo, a questão dos preconceitos, a legalização consciente da maconha e o motivo pelo qual o povo não faz patavinas em beneficio próprio. Relendo em busca de erros de ortografia e concordância, acho que encontrei o busílis da questão: O POVO NÃO FAZ PATAVINAS EM BENEFÍCIO PRÓPRIO! Trabalhamos muito, ganhamos pouco, não temos condições decentes de saúde, educação, moradia, transporte, alimentação, de nada! A falta de saúde e de educação me revoltam, mas nos dias atuais o que tá me matando é o preço da carne e o aumento do metrô. Um quilo de carne de segunda tá custando quase o mesmo que um quilo de filé, nem no Japão...e olha que lá não tem espaço pra criar gado... e sejamos sinceros...r$3,10 pra andar de metrô no Rio? Esse metrô cheio, demorado e que faz um trecho curtíssimo? Gostaria de saber baseado em que padrão um dos metrôs que percorre os menores espaços passa a ser o mais caro do Brasil...Sinto tanto por termos nos acomodado. Não sei onde, mas em algum lugar entre a geração dos nossos pais e a nossa a coragem do povo se perdeu. Sobraram somente o descontentamento, a resignação, o comodismo e a descrença. É esse o país que queremos para as futuras gerações? Manchado de intolerância e descaso? Essa é a base que queremos deixar? Tenho vontade de armar um exercíto de um homem só mesmo sabendo que seria massacrada. Morrer tentando é melhor que envelhecer se lamentando. Como diz uma sábia amiga minha: Vamos até o fim. Se tivermos que morrer, morreremos atirando.

terça-feira, 29 de março de 2011

Estrutura

Cimento, água, ferros, areia, suor.
A construção se faz, histórica e imponente.
Vem o fogo. Nada sobra.
Engraçado lembrar que, apesar disso tudo,
o que me faz falta são os fantasmas.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O ruido do silêncio

ratos que passam chacoalham seu rabos como se fossem meros calos presos em sapatos.
baratas que correm se movem como ratos que passam e chacoalham seu rabos como se fossem meros calos presos em sapatos.
pulgas saltitantes enganam os instantes como baratas que correm e se movem como ratos que passam e chacoalham seu rabos como se fossem meros calos presos em sapatos.
corujas que piam suscitam arrepios como pulgas saltitantes que enganam os instantes como baratas que correm e se movem como ratos que passam e chacoalham seu rabos como se fossem meros calos presos em sapatos.
cães que uivam urram como corujas que piam e suscitam arrepios como pulgas saltitantes que enganam os instantes como baratas que correm e se movem como ratos que passam e chacoalham seu rabos como se fossem meros calos presos em sapatos.
árvores desfolhadas balançam seus galhos como cães que uivam e urram como corujas que piam e suscitam arrepios como pulgas saltitantes que enganam os instantes como baratas que correm e se movem como ratos que passam e chacoalham seu rabos como se fossem meros calos presos em sapatos.
nessa vastidão de sons, se faz silêncio no cemitério.

O mundo

O mundo é bipolar.
Vou aderir.

Niilismo

Ao fim de tudo,
serei nada,
mas ainda assim
terei sido muito
do que não fui.